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Como tudo comeou A astronomia e a gloria do Adventismo Data marcada para o despontar de um movimento Porque Jesus ainda no voltou? Errata do artigo da Revista Parousia

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Prezado leitor,

Meu nome completo é Henderson Hermes Leite Velten. Sou advogado, graduado em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo – UFES e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia desde 3 de julho de 1994, data de meu batismo.

Meu interesse pela profecia das 70 semanas começou aos 12 anos de idade, quando cursava o ensino fundamental na Escola Adventista do Ibes, um bairro próximo ao meu, na cidade de Vila Velha-ES.

O Pastor Paulo Barbosa, que foi o instrumento de que Deus Se serviu a fim de conduzir meus pés à senda do Adventismo, não se importava em dedicar algumas horas extras, depois da aula, para me explicar o diagrama profético de Daniel 8:14 e 9:24-27. Esse mesmo pastor foi quem doou um tijolo babilônico, contendo uma inscrição referente a Nabucodonosor, para o Museu Paulo Bork, do Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP.

Dentre todas as profecias da Bíblia, nenhuma se me afigurava de maior importância que as 2.300 tardes e manhãs e as 70 semanas, em conexão com o cerimonial do Santuário e a tipologia das festas judaicas. Se aquilo fosse verdadeiro, tudo o mais também o seria e eu poderia ter a certeza de que a Bíblia é uma revelação sobrenatural de Deus. Jesus seria Alguém real e não um mero guru, sábio, falso profeta ou, o que é pior, uma ficção; Céu, anjos e milagres também seriam reais; e o melhor de tudo: a morte não seria o fim sombrio e inexplicável de seres resultantes de uma longa e supérflua escala evolutiva, mas um breve sono para os filhos do Altíssimo, criados à Sua própria imagem e semelhança. Teria Jesus realmente morrido pelos meus pecados? Aliás, teria Ele não somente morrido por mim, mas também ressuscitado e estaria hoje verdadeiramente vivo, vivo como qualquer um de nós? Sim, porque “se Cristo não ressuscitou, é vã” a nossa fé (1 Coríntios 15:17). O que poderia ser mais importante do que ter a certeza de que todas essas coisas não eram “fábulas engenhosamente inventadas” (2 Pedro 1:16) pela fértil imaginação do homem? O anseio do meu coração era poder desfrutar de “plena certeza de fé” (Hebreus 10:22) e, se a profecia das 70 semanas podia me dar essa certeza, não havia outra coisa a fazer: dedicaria o tempo e o esforço que fossem necessários para entendê-la e descobrir “se as coisas eram de fato assim” (Atos 17:11).

Certos detalhes do esquema profético me inquietavam, pois não conseguia entender sua razão de ser. [1] Não me parecia lógico, por exemplo, que Esdras tivesse saído de Babilônia em primeiro de Nisan, isto é, no começo da primavera, e o cômputo dos períodos proféticos só viesse a começar no outono (seis meses mais tarde). Eu não conseguia encontrar nenhuma linha de evidência dentro do livro de Esdras que fornecesse respaldo para isso, e, no entanto, este é um artigo da fé adventista, inconfundivelmente exposto em O Grande Conflito. Sua autora, Ellen G. White, declara não apenas que o início da purificação do Santuário Celestial se deu em 22 de outubro de 1844, portanto no outono, mas que as 2.300 tardes e manhãs, período profético que conduz a essa data, também começaram no outono, mais precisamente no outono de 457 A.C., quando entrou em vigor o decreto de Artaxerxes.

[2] Outro problema que me afligia era a própria maneira de calcular os períodos de tempo profético. Subtraindo 2.300 anos de 457 A.C., o resultado que se podia obter numa calculadora comum era 1843 A.D., um erro de um ano no cômputo da profecia. Embora pequeno, um erro dessa natureza era intolerável para quem esperava – como eu – encontrar a digital de Deus na profecia de Daniel 9.

[3] Havia ainda um problema mais sério, concernente à validade histórica do ano 457 A.C.: praticamente todos os livros e enciclopédias que eu consultava apontavam 458 A.C., e não 457 A.C., como o ano do retorno de Esdras.

[4] A data do batismo de Jesus era outra séria dificuldade. A literatura teológica da Igreja Adventista geralmente define o décimo-quinto ano de Tibério César como o período compreendido entre o outono de 27 A.D. e o outono de 28 A.D.; mas, como poderia ser esse o caso se João Batista, o homem que deveria preparar os caminhos do Senhor (Lucas 1:76; e João 3:28), também começara seu ministério no ano 15 de Tibério e, segundo o cálculo adventista dos cômputos proféticos, Jesus teria sido batizado no outono de 27 A.D.? Nessa perspectiva, um décimo-quinto ano de Tibério começando no outono de 27 não permitiria que João tivesse tempo suficiente para realizar seu trabalho antes que Cristo fosse batizado.

Como se essas divergências já não fossem o bastante, [5] havia ainda as informações aparentemente inconciliáveis dos Sinóticos e do Evangelho de João concernente à data judaica da morte de Jesus: teria Ele morrido num 14 ou num 15 de Nisan? [6] E o que dizer do Festival das Primícias? Quando era ele celebrado: no Domingo da semana dos Ázimos ou em 16 de Nisan?

Na busca por respostas para essas e outras questões, vasculhava todos os comentários sobre os livros de Daniel e Esdras a que conseguia ter acesso. Também procurava encontrar obras específicas sobre cronologia profética, além de investigar enciclopédias bíblicas. Reunindo as melhores informações que pude encontrar, criei minhas próprias explicações para os problemas mencionados, apesar de muitas delas não me deixarem inteiramente satisfeito. Eu próprio não estava convencido de minhas conclusões.

Então, no início de 1997, conheci Juarez Rodrigues de Oliveira, tradutor público juramentado e intérprete de Inglês/Português, o qual dedicara cerca de duas décadas ao desenvolvimento de extensa pesquisa sobre a cronologia profética de Daniel 8 e 9. Em sua busca por fontes primárias no campo da História Geral, Arqueologia, Cronologia do Mundo Antigo, Cronologia Bíblica e História Denominacional Adventista, bem como pelos melhores dados e recursos astronômicos disponíveis, Juarez visitou algumas instituições, universidades e bibliotecas e conversou com especialistas nessas diversas áreas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil; nas Universidades de Princeton, Harvard, e Andrews, além da Biblioteca do Congresso Americano, nos Estados Unidos; no Museu Britânico, e nas Universidades de Durham, Oxford e Cambridge, além do Newbold College, na Inglaterra. Esteve também no White Estate, onde colheu informações preciosas sobre a compreensão millerita dos esquemas proféticos de Daniel.

Na primeira conversa que tive com ele, meu castelinho de explicações forçadas e descontextualizadas foi lançado ao chão. Jamais me esquecerei daquele dia. Saí daquele primeiro encontro confuso e chateado, pois fiquei com a impressão de que todo o esquema teológico que havia erigido estava errado e que agora não mais possuía um bom fundamento em que alicerçar minha fé. E de fato, boa parte das explicações que eu havia aprendido de alguns autores sobre o assunto gerava mais dificuldades que soluções, além de não estar ancorada num “Assim diz o Senhor”, muito menos em dados científicos.

Após alguns meses, procurei Juarez novamente para investigar mais a fundo o que ele tinha a me apresentar sobre a cronologia profética de Daniel 8 e 9. Qual não foi minha surpresa ao descobrir, já no primeiro encontro, uma profundidade tal como jamais eu imaginara conhecer! Fiquei maravilhado!!! Se Deus Se dignara revelar detalhes tão fabulosos em Sua Palavra e Se Ele Se servira de Juarez para sistematizar todas aquelas informações, então eu não poderia fazer outra coisa senão me dedicar a aprender o assunto, a fim de manejá-lo bem e divulgá-lo ao mundo. Dediquei dois anos ao estudo dos arquivos de Juarez para ser capaz de apresentar suas conclusões com fluência e eficiência. De lá para cá, continuo estudando o assunto, visando ao aperfeiçoamento, e o incrível é que sempre tenho aprendido coisas novas, não de detalhes de menor importância, mas de coisas grandiosas, eficazes para dissolver a praga do ceticismo que domina os corações dos homens desta era.

Com o forte senso do dever de tornar conhecidas essas verdades ao mundo, resolvi escrever uma série de estudos que abrangesse os pontos altos da pesquisa de Juarez e publicá-la aos poucos no site que eu mantinha na época com outro membro da igreja Adventista do Ibes, da qual sou membro. O conteúdo desse site pode ser acessado agora no endereço www.concertoeterno.com/profecia. Posteriormente, resolvi criar um site específico para o tema da cronologia profética. Nessa ousada empreitada, juntaram-se a mim Herbert de Carvalho e Alex Fabiano Aroucho dos Santos, a quem coube construí-lo. Nasceu assim o site “Concerto Eterno”, com sua Série de Estudos “A Plenitude dos Tempos”.

A bem da verdade, os estudos de “A Plenitude dos Tempos” mesclam minha pesquisa pessoal com a pesquisa de Juarez. Evidentemente, os pontos altos do assunto são provenientes dos arquivos de Juarez, o que ocorre especialmente na maior parte dos Estudos 6 e 8 e na totalidade dos estudos 7, 9 e 10. Mas, a disposição lógica do assunto, bem como sua redação, é de minha autoria e responsabilidade, o que deve isentar Juarez de qualquer eventual equívoco. As páginas 14, 15, 16 e 17 do Estudo 8 são particularmente dignas de nota, pois oferecem o que eu considero uma importante contribuição para se entender por que o início das 70 semanas deve ser fixado no outono de 457 A.C. sendo que a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” ocorreu algum tempo antes da primavera do mesmo ano. A tese ali defendida é de minha exclusiva autoria e não tem relação direta com a pesquisa de Juarez.

Em maio de 2002, por iniciativa de Herbert de Carvalho, realizamos um Congresso Bíblico Universitário, com o lema “A Precisão Profética das Escrituras Confirmada Pela Astronomia”, que contou com a participação do Doutor Sérgio Mascarello Bisch, professor de Física da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, e do Doutor Rui Carlos de Camargo Vieira, da Sociedade Criacionista Brasileira – SCB.

A pesquisa de Juarez foi agora condensada no livro Chronological Studies Related to Daniel 8:14 and 9:24-27, publicado pela UNASP, com o incentivo de professores de Teologia do Seminário Adventista Latino Americano – SALT, particularmente do Dr. Alberto R. Timm, diretor do Centro White no Brasil, que faz a apresentação do livro. Aqueles que desejarem conhecer o conteúdo da obra poderão obtê-lo em arquivo PDF, clicando na imagem ao lado ou pelo site www.seventyweeks.com.br, ou ainda impresso, entrando em contato com o próprio autor, cujo e-mail está disponível nesse site.

É bom lembrar que tanto o livro quanto o site de Juarez estão em Inglês. Há razões para isso: [1] a primeira é que a maioria das fontes pesquisadas por ele está em Inglês – assim, para evitar acusações de que esta ou aquela citação tenha sido traduzida indevidamente, preferiu-se por mantê-las todas em suas línguas originais; [2] a outra razão é que o Inglês é hoje a língua internacional e, como a obra se destina a universidades e instituições de pesquisa e ensino superior por todo o mundo, seria indispensável que o livro estivesse em Inglês.



Nosso objetivo ao divulgar essa pesquisa é múltiplo: [1] proporcionar aos filhos de Deus as informações e ferramentas necessárias para levá-los a seguir a Cristo não pela emoção, mas pela razão (Romanos 12:1), e ao mesmo tempo capacitá-los a estarem “sempre preparados para responder a todo aquele que” “pedir razão da esperança” que neles há; [2] desafiar o Ceticismo do mundo hodierno para que ofereça contestações suficientemente capazes de invalidar o esquema matemático, histórico e astronômico da profecia das 70 semanas, que atesta a realidade de Jesus e a inspiração das Escrituras; [3] comprovar matematicamente a doutrina do Santuário e do início do Juízo Investigativo em 1844, bem como da pregação da tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14, com seu foco na vindicação da Lei de Deus e de Seu santo Sábado; e, por fim, [4] convidar o povo judeu e demais adeptos do Judaísmo a que vejam por si mesmos a prova bíblica e científica da messianidade de Jesus e que O aceitem como o Ungido de Deus, o Enviado do Céu, a fim de que se cumpram as profecias bíblicas acerca de uma grande colheita de almas em Israel:

“Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi [título messiânico de Jesus, por ser Ele humanamente descendente de Davi], seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da Sua bondade.” Oséias 3:4 e 5.

“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a Quem traspassaram; pranteá-lO-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora amargamente pelo primogênito.” Zacarias 12:10.

“Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!” “Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e Ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a Minha aliança com eles, quando Eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.” Romanos 11:12, 15 e 25-29.

São esses nossos objetivos. Que eles possam ser alcançados, pela graça e poder de Deus, é minha sincera e fervorosa oração!

Vila Velha-ES, 10 de junho de 2006.

Henderson Hermes Leite Velten